quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Revista Piauí traça perfil do pastor Silas Malafaia

A Revista Piauí de setembro traz um perfil com o pastor Silas Malafaia escrito pela jornalista Daniela Pinheiro. Com o título de “Vitória em Cristo – Comuma leitura singular da Bíblia”, o pastor Silas Malafaia ataca feministas, homossexuais e esquerdistas enquanto prega que é dando muito que se recebe ainda mais”, a jornalista conta o que viu durante dias analisando e entrevista os passos do líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo.
Entre os pontos destacados pela reportagem estavam os discursos sobre a arrecadação de ofertas durante um culto, a forma como ele fala de usos e costumes e, claro, os ferrenhos disparos contra o homossexualismo.
A jornalista reproduz um trecho das palavras do pastor sobre o sustento de seus ministérios. “Eu gasto milhões, milhões e milhões por mês com horário na televisão, congressos, cruzadas evangélicas, treinamento de pastores, abrindo novas igrejas. Como se paga isso? Não é um anjo do céu que desce com um cheque em branco para mim”.
A repórter traça um perfil de Malafaia dizendo que ele é “onomatopeico, careteiro e versátil no uso da voz – com a qual percorre uma escala extensa, do falsete quando imita alguém que faz uma pergunta tola, ao grave profundo que enfatiza uma frase mais solene”.
O conservadorismo dos discursos do líder da Advec também recebe destaque. Em especial para uma pregação onde ele exorta as irmãs que usam roupas decotadas e apertadas.  ”Aí vem a irmã dentro da igreja com a roupa arrochada, os dois melões de fora e o cara do lado só olhando, só no somebody love. (…) Se você está indecorosa, você peca e faz outro pecar! E se você deixa sua mulher sair assim, você é um mané, um otário! Bota o silicone que você quiser, minha irmã! Mas se você quiser ser o instrumento do pecado, a glória de Deus vai embora e você vai pagar a conta com Jeová!”.
Sobre o homossexualismo a matéria comenta que a esposa de Silas, Elizete Malafaia, que também é psicóloga fala que acompanhou inúmeros casos de homossexuais que se tornaram gays depois de ser abusados. “A homossexualidade é uma desorganização emocional e espiritual. Se a pessoa não perdoou o abuso, ela canaliza aquela raiva para a vingança e, inconscientemente, se torna um abusador também”.
Já as palavras de Malafaia foram contra os projetos anti-homofobia. “Cada um faz sexo com quem quiser. O que tenho é o direito de falar que isso é pecado, que é condenado por Deus e que a Bíblia diz que é uma perversão. Agora, o que esse pessoal quer não é o direito de fazer sexo – porque isso já fazem e não vão parar de fazer. Eles querem é colocar uma mordaça na nossa boca para nos proibir de falar qualquer coisa sobre eles”.
A íntegra desse texto está na edição nº 60 que está nas bancas, na internet apenas assinantes podem acessar o conteúdo.
Fonte: Gospel Prime

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Semeando Honra?

Por Ruy Cavalcante

Gostaria de fazer alguns comentários sobre uma doutrina apócrifa que vem ganhando bastante força no meio cristão ultimamente, especialmente na região norte do país, região onde me encontro. Trata-se dos princípios (ou leis) da semeadura e da honra.


Em respeito, não aos falsificadores do Evangelho, mas aos seus discípulos cegos, tentarei ser o mais impessoal possível em minha curta abordagem sobre o tema.


Ambos os princípios caminham juntos e possuem várias ramificações, porém dão destaque especial a questões de ordem financeira, geralmente (mas não somente) interligados ao que chamam de “primícias”. Meus comentários serão direcionados a estes pontos.


Resumidamente, afirmam que:


  • Através da semeadura você se conecta com o futuro;
  • O Senhor criou esse princípio para estabelecer a fidelidade e a fé;
  • Criou a oferta para estabelecer o princípio da honra. E estabeleceu a primícia como princípio de santidade.


Segundo afirma um de seus maiores defensores, os dízimos e ofertas são dados a Deus, para obtenção de prosperidade, mas as primícias são dadas ao líder espiritual (sacerdote) para estabelecer o princípio da honra. Através das primícias o discípulo honra o seu líder e ganha o respeito de Deus, uma vez que estão deixando o “sacerdote” liberado para cuidar das coisas de Deus, sem se preocupar com coisas “elementares”, como seu sustento e o de sua família.


O resultado disso? Enriquecimento dos líderes e uma busca desenfreada de se tornar líder também e ter o direito de ser honrado com “primícias”.

sábado, 27 de agosto de 2011

Produtor secular não poupa elogios ao falar de bandas evangélicas


Regis Tadeu, produtor musical e colunista do Yahoo, publicou nesta semana um artigo com o título "Quando religião vira música boa".
No texto, o produtor deixa claro que sua intenção não é falar sobre as diversas crenças, mas sobre a qualidade de alguns trabalhos.
Regis Tadeu diz que poderia falar sobre U2, Elvis Presley, Ray Charles, Johnny Cash, Aretha Franklin e o Al Green, que são alguns cantores que  tinham algumas mensagens religiosas nas canções, "mas os alvos aqui são aqueles que realmente construíram suas carreiras totalmente em cima de sólidos preceitos da crença de cada um", explicou. Confira abaixo os comentários que o produtor fez sobre Oficina G3, Kirk Franklin e P.O.D.:
OFICINA G3
Disparado, é a melhor banda cristã do Brasil e, por que não, da América Latina. Junto com outros grupos, como Fruto Sagrado, Resgate e Katsbarnea, foi um dos primeiros responsáveis por injetar na música cristã o peso do rock. No caso do Oficina G3 - liderado pelo extraordinário guitarrista/vocalista Juninho Afram -, este peso vem aumentando à medida que a banda lança seus discos, sendo que o auge foi atingido no CD Depois da Guerra, lançado em 2009 e produzido pelos dois maiores especialistas em som pesado de nosso País: Heros Trench e Marcelo Pompeu, o guitarrista e o vocalista do Korzus, respectivamente.
Sem usar de artifícios explícitos para mandar suas mensagens por intermédio de letras bem elaboradas, os caras ainda dão uma caprichada na agressiva moldura sônica influenciada pelo chamado "metal progressivo", como dá para sacar perceber em "Meus Próprios Meios" e "Muros".
KIRK FRANKLIN
Este excelente cantor, pregador e diretor de corais gospel tem uma interpretação sempre vibrante e uma habilidade rara em criar discursos religiosos por cima de bases dançantes que fazem o Prince parecer um batuqueiro de lataria de ônibus escolar.
Tente ficar parado vendo e ouvindo maravilhas como "Stomp" , "Revolution" e  "My Desire". Não dá...
P.O.D.
Tem muita gente que acha que os caras são uma "versão gospel" do Korn. Ledo engano. O caldeirão sonoro deste grupo cristão é muito mais variado, cabendo generosas doses de rap e heavy metal, música latina, reggae... É como se fosse um amálgama sonoro de Bad Brains, The Police, Rage Against the Machine e Bob Marley.
Não dá para ficar imune a belas canções como "Youth of the Nation", "Goodbye for Now" e "Southdown.

Por Juliana Simioni
com informações da coluna de Regis Tadeu
Fonte:
guiame.com.br

As estratégias evangelísticas de Paulo

Paulo foi o maior missionário da história da igreja. Investigar o conteúdo da sua mensagem e a relevância de seus métodos é um desafio para a igreja contemporânea. Na busca do crescimento da igreja, não precisamos recorrer às novas técnicas engendradas no laboratório do pragmatismo, mas devemos nos voltar ao exemplo daquele que foi o maior bandeirante do Cristianismo. Algumas estratégias de Paulo merecem destaque:
1. Paulo sempre buscou as sinagogas para alcançar os religiosos. Sempre que Paulo chegava em uma cidade, procurava ali uma sinagoga. Sabia que nesse ambiente religioso, judeus e pessoas tementes a Deus se reuniam para estudar a lei e orar. Seu propósito era argumentar com essa pessoas, a partir do Antigo Testamento, que o Jesus histórico é o Messias, o Salvador do mundo. Não podemos perder a oportunidade de pregar a Palavra nos templos, onde pessoas religiosas se reúnem, para expor a elas as Escrituras e por meio delas apresentar-lhes Jesus.
2. Paulo sempre aproveitou os lugares seculares para alcançar as pessoas não religiosas. Tanto em Corinto como em Éfeso, Paulo lançou mão desse recurso. Não podemos limitar o ensino da Palavra de Deus apenas aos locais religiosos. Em Corinto Paulo ensinou na casa de Tício Justo e em Éfeso, na escola de Tirano. Paulo ia ao encontro das pessoas, onde elas estavam. Era um evangelista que tinha cheiro de gente. Estava nas ruas, nas praças, nas escolas. Era um pregador fora dos portões. Ainda hoje podemos e devemos usar esses recursos. Podemos e devemos plantar igrejas, usando espaços neutros, como fábricas, escolas e hotéis. Muitas pessoas que, ainda hoje, encontram resistência para entrar num lugar religioso não oferecem qualquer resistência para ir a um lugar neutro.
3. Paulo sempre utilizou os lares como lugares estratégicos para a evangelização e o ensino. Paulo ensinava publicamente e também de casa em casa, testemunhando tanto a judeus como a gregos o arrependimento e a fé em Cristo Jesus. Paulo era um evangelista e um mestre. O lar sempre foi um lugar estratégico para o crescimento da igreja. Na igreja apostólica não havia templos. As igrejas se reuniam nas casas. E a partir desses núcleos, a igreja espalhou-se e multiplicou-se por todo o império romano. O lar deve ser uma embaixada do reino de Deus na terra, uma agência de evangelização e uma escola de discipulado.
4. Paulo sempre plantou igrejas em cidades estratégicas. Paulo foi um pregador fiel e relevante. Ele lia o texto e o povo. Conhecia as Escrituras e a cultura. Jamais mudou a mensagem, mas sempre buscou os melhores métodos para alcançar os melhores resultados. Por isso, fixou-se nas cidades mais importantes do império, porque estava convencido de que a partir dali, o evangelho poderia se espalhar para outros horizontes. Nas quatro províncias que Paulo plantou igrejas, as províncias da Galácia, Macedônia, Acaia e Ásia Menor, procurou sempre se estabelecer em lugares geográfica, econômica e religiosamente importantes, pois sabia que as igrejas nessas cidades tornar-se-iam multiplicadoras na evangelização mundial.
5. Paulo sempre acreditou no poder da verdade para convencer e converter os corações. Paulo pregou com lágrimas, mas sem deixar de usar seu cérebro. Por onde passou, dissertou sobre a verdade das Escrituras e persuadiu as pessoas a crerem em Cristo. Ele dirigiu-se à mente das pessoas e tocou-lhes o coração. Paulo rejeitou a sabedoria humana, mas não a sabedoria divina. Ele não confiou nos recursos da retórica, mas usou todos os argumentos lógicos e racionais, na dependência do Espírito, para alcançar as pessoas com o evangelho. Hoje, à semelhança de Paulo, precisamos de pregadores que conheçam a verdade; pregadores que ousem pregá-la com clareza, exatidão e poder.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Presente e futuro da igreja evangélica no Brasil

Nos dois artigos anteriores, analisei o presente da igreja evangélica e as tendências para as próximas décadas. Quero agora fazer algumas recomendações.

Em primeiro lugar, vivemos uma fase passageira na história da igreja evangélica -- a fase do crescimento rápido. Essa fase começou nos anos 50 e, como vimos anteriormente, provavelmente vai acabar entre 2020 e 2030. Disso devemos aprender a lição da precariedade do crescimento evangélico. Ao contrário da Igreja Católica no passado, o mundo evangélico nunca terá ‘clientela cativa’, porque o caminho que o Brasil trilha não é de país católico para país evangélico, mas de país católico para país religiosamente pluralista. E quando o crescimento evangélico cessar, várias coisas podem acontecer. Talvez aconteça apenas uma estabilização na porcentagem de evangélicos, mas é possível também que haja uma queda. Na Coreia do Sul, por exemplo, a porcentagem de evangélicos está caindo ligeiramente. Não sabemos, então, se essa grande comunidade evangélica que se forma atualmente no Brasil vai durar por muitas gerações nem se conseguirá dar uma contribuição importante para a história do país.

domingo, 17 de julho de 2011

A homossexualidade e seus mitos

O que dizem as pesquisas científicas quando o assunto é homossexualidade? Tendo em vista alguns dados da realidade norte-americana (embora os mitos possam atravessar fronteiras), o blog Tough Questions Answered (Bill Pratt) apresenta o resumo de um panfleto, escrito pelo Family Research Council, intitulado “Os Dez Maiores Mitos sobre Homossexualidade”. O panfleto é bem escrito e parece ser bem fundamentado, com abundantes citações de artigos científicos. Abaixo estão os dez mitos abordados no texto: