quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Há abusos em nome de Deus

Jornalista relata os danos do assédio espiritual cometido por líderes evangélicos.
A igreja evangélica está doente e precisa de uma reforma. Os pastores se tornaram intermediários entre Deus e os homens e cometem abusos emocionais apoiados em textos bíblicos. Essas são algumas das afirmações polêmicas da jornalista Marília de Camargo César em seu livro de estreia, Feridos em nome de Deus (editora Mundo Cristão), que será lançado no dia 30. Marília é evangélica e resolveu escrever depois de testemunhar algumas experiências religiosas com amigos de sua antiga congregação.
QUEM É.
Marília de Camargo César, 44 anos, jornalista, casada, duas filhas.O QUE FEZ.
Editora assistente do jornal O Valor, formada pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero.O QUE PUBLICOU.
Seu livro de estreia é Feridos em nome de Deus (editora Mundo Cristão)
ÉPOCA – Por que você resolveu abordar esse tema?
Marília de Camargo César –
Eu parti de uma experiência pessoal, de uma igreja que frequentei durante dez anos. Eu não fui ferida por nenhum pastor, e esse livro não é nenhuma tentativa de um ato heroico, de denúncia. É um alerta, porque eu vi o estado em que ficaram meus amigos que conviviam com certa liderança. Isso me incomodou muito e eu queria entender o que tinha dado errado. Não quero que haja generalizações, porque há bons pastores e boas igrejas. Mas as pessoas que se envolvem em experiências de abusos religiosos ficam marcadas profundamente.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Eles não suportam a sã doutrina!

Em sua última carta endereçada a Timóteo, dentre as muitas orientações e admoestações registradas, há uma que se refere a uma classe de pessoas, as quais eu chamo de os alérgicos à verdade, isso em virtude de nutrirem uma atitude de repulsa a Palavra de Deus. Eles se encontram em nosso meio, são contados entre os nossos, mas não são nossos!. Essa classe de gente detesta e ojeriza ouvir a exposição legítima da Palavra de Deus.

Eles não querem o compromisso cristão, e mesmo que quisessem,não poderiam, uma vez que não suportam ouvir a verdade, a atitude natural destas pessoas à Palavra de Deus é a rejeição. Ele rejeitam a Palavra de Deus,mas não querem rejeitar um lugar na igreja de Deus. Como então eles resolvem esse dilema? Muito simples! Eles se cercam de “mestres” cuja missão é alimentar suas cobiças. Nomeiam gente que comungam das mesmas coisas que eles. Assim, poderão encontrar apoio e incentivo para as suas ações. Envelopam o exterior para se parecerem com ovelhas, mas possuem uma natureza lupina,tentam parecer com aquilo em que não o são. O que ele querem mesmo, é usufruírem do nosso nome, da nossa posição e Deus sabe o que mais. No fundo são agentes e agenciadores do mundo das trevas, cuja missão é semearem o engano no arraial do povo de Deus. É preciso saber como lidar com a essa gente. Na segunda carta de Paulo a Timóteo há pelo menos quatro ações que se implementada ajudará a igreja a tratar com esse tipo de gente. Vejamos:

1ª Ação. A boa exposição da Palavra - A igreja precisa cultivar e se municiar de bons expositores da palavra de Deus. É somente através da exposição correta da bíblia que podemos educar e doutrina nossos crentes, alertando-os contra a mentira e tudo o mais. A exposição da verdade, enfraquece e limita a atuação da mentira e do engano no meio do arraial cristão.(2Tm. 3.16).

2ª Ação. O rechaço do conteúdo inútil - Os crentes precisam aprender a rechaçar, toda conversa cuja utilidade se mostre nula. Aquele diálogo em que o conteúdo não produz a edificação, antes, acaba por produzir a profanidade, deve ser evitado. Se reconhecemos a bíblia como nossa única fonte inspirativa; evitando uma outra fonte competitiva, não deixaremos uma outra opção aos que estiverem entre nós,isto é, ou fale sobre a bíblia, ou não fale nada! Se agirmos dessa forma, limitaremos o campo de ação, dos mensageiros das trevas em nosso meio.(2Tm 2.16).


3ª Ação. O confrontamento - A igreja jamais deve se colocar em uma situação de acomodação, de não-confrontamento em se tratando de falsos crentes, falsos profetas. Essa gente precisa ser confrontada, combatida pela Palavra. Precisam ser caladas, precisam ser informadas de seus pecados, precisam ter seus erros denunciados.(2Tm 2.25).


4ª Ação - O bom exemplo - Os crentes precisam ser convencidos de uma vez por todas, que ser cristão é acolher uma verdade que dá e estabelece um novo paradigma para as nossas vidas. Esse novo paradigma é Cristo, é o seu exemplo, de modo que agora em Cristo nossas vidas precisam ter prazer naquele gesto ou atitude que glorifique a Deus. Precisamos perseguir os bons exemplos que nos são dados pela Palavra de Deus. Precisamos cultivá-los, bem como repelir os que assim não o fazem.(2Tm3.10-17).

Agindo assim com certeza limitaremos a atuação dessa gente não crente entre nós

Fonte:Rev. Adriano carvalho

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

ENTREVISTA DA BISPA SÔNIA HERNANDES

Na primeira entrevista desde 2008, Sônia Hernandes fala sobre o declínio da igreja que ajudou a fundar e as lições que tirou do período em que esteve presa nos Estados Unidos, entre outros assuntos.
ISTOÉ – Em 2002 a Igreja Renascer tinha 1.100 templos no mundo. Hoje são menos de 300. O que aconteceu?
Sônia Hernandes – Houve uma readequação, algumas igrejas pequenas foram agrupadas para formar igrejas maiores, ao mesmo tempo que houve um incentivo para a abertura de grupos de desenvolvimento que acontecem nas casas, muitas vezes alimentados pela tevê e pela rádio. Atualmente, o número desses grupos em desenvolvimento já supera 1.000.

ISTOÉ – Quem será o sucessor da sra. e de seu marido na Renascer, uma vez que seu filho Tid está gravemente doente?
Sônia – A vida do meu filho está nas mãos de Deus. Ninguém pode dizer que ele não vai se recuperar, isso depende de Deus e nós cremos Nele. Da mesma forma, o futuro da igreja também está nas mãos de Deus, confiamos plenamente na direção Dele.

ISTOÉ – A Igreja Renascer em Cristo sofreu muitas perdas de bispos nos últimos anos. A que a sra. atribui tantos abandonos?
Sônia – Esses bispos saíram ao longo dos últimos três anos e, dentro do universo de pessoas que fazem parte da igreja, não entendemos como abandono até porque, nesse mesmo período, um número muito maior foi agregado. Apenas no último mês, tivemos a unção de 14 novos bispos.

ISTOÉ – Só em São Paulo existem cerca de 40 ações de despejo contra a Renascer. Por que a igreja não consegue cumprir com suas obrigações?
Sônia – Todas as ações estão em negociação e a igreja tem feito um grande esforço para resolver as questões pendentes. Muitos casos já estão resolvidos, negociados com imobiliárias e proprietários.

ISTOÉ – Que lições a sra. tira do tempo em que ficou impedida de sair dos Estados Unidos, cumprindo prisão domiciliar? O que a sra. diz sobre as acusações de “contrabando de divisas” e “não declaração à alfândega”?
Sônia – Aprendi que tudo que passamos na vida tem um propósito e que Deus está no controle de todas as coisas. Se eu tive que passar por isso, graças a Deus passei e saí fortalecida. O que posso dizer é que, no que eles entenderam que erramos, estamos completamente em dia com a Justiça norte-americana, inclusive com Greencard.

ISTOÉ – Por que vocês cobram carnês para reconstruir o templo da Lins de Vasconcelos se a Justiça impede a construção?
Sônia – Quanto à construção ou não da Lins, a Justiça ainda não nos deu um parecer definitivo, mas as campanhas realizadas nos últimos meses foram específicas e direcionadas para adequar e aparelhar outras sedes próprias, como a igreja dos Jardins e a da Vila Matilde. A atitude de contribuir com isso ou não é totalmente voluntária, não há cobrança.

ISTOÉ – Por que alguns familiares das vítimas do acidente da Lins continuam sem indenizações?
Sônia – Desde o primeiro momento, nossa maior preocupação foi justamente com as pessoas. A igreja procurou entrar em acordo e ajudar todas as famílias das vítimas às quais tivemos acesso, mesmo antes disso chegar à Justiça. Demos uma grande assistência às famílias, não só financeira como psicológica. Nós já fizemos vários acordos, praticamente com todas as vítimas.

ISTOÉ – Em 2011 a Renascer completou 25 anos. O 25o ano não foi dos melhores. O que a sra. espera para os próximos 25?
Sônia – Não concordo que o 25º ano não foi dos melhores. Tivemos anos desafiadores, mas cremos que faz parte do processo de constituição de Deus nas nossas vidas. Para os próximos 25, espero que o Senhor continue nos abençoando e nos ajude a comunicar o Seu amor para cada homem e mulher desta nação.

ISTOÉ – Por que a sra. resolveu escrever esse livro agora?
Sônia – Tenho o privilégio de viver uma vida relativamente equilibrada, apesar dos altos e baixos e da doença do meu filho, e me sinto devedora por isso. Escrevi o livro como forma de agradecer às pessoas que torcem por mim e me dão forças.

Fonte: Istoé Independente

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Revista Piauí traça perfil do pastor Silas Malafaia

A Revista Piauí de setembro traz um perfil com o pastor Silas Malafaia escrito pela jornalista Daniela Pinheiro. Com o título de “Vitória em Cristo – Comuma leitura singular da Bíblia”, o pastor Silas Malafaia ataca feministas, homossexuais e esquerdistas enquanto prega que é dando muito que se recebe ainda mais”, a jornalista conta o que viu durante dias analisando e entrevista os passos do líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo.
Entre os pontos destacados pela reportagem estavam os discursos sobre a arrecadação de ofertas durante um culto, a forma como ele fala de usos e costumes e, claro, os ferrenhos disparos contra o homossexualismo.
A jornalista reproduz um trecho das palavras do pastor sobre o sustento de seus ministérios. “Eu gasto milhões, milhões e milhões por mês com horário na televisão, congressos, cruzadas evangélicas, treinamento de pastores, abrindo novas igrejas. Como se paga isso? Não é um anjo do céu que desce com um cheque em branco para mim”.
A repórter traça um perfil de Malafaia dizendo que ele é “onomatopeico, careteiro e versátil no uso da voz – com a qual percorre uma escala extensa, do falsete quando imita alguém que faz uma pergunta tola, ao grave profundo que enfatiza uma frase mais solene”.
O conservadorismo dos discursos do líder da Advec também recebe destaque. Em especial para uma pregação onde ele exorta as irmãs que usam roupas decotadas e apertadas.  ”Aí vem a irmã dentro da igreja com a roupa arrochada, os dois melões de fora e o cara do lado só olhando, só no somebody love. (…) Se você está indecorosa, você peca e faz outro pecar! E se você deixa sua mulher sair assim, você é um mané, um otário! Bota o silicone que você quiser, minha irmã! Mas se você quiser ser o instrumento do pecado, a glória de Deus vai embora e você vai pagar a conta com Jeová!”.
Sobre o homossexualismo a matéria comenta que a esposa de Silas, Elizete Malafaia, que também é psicóloga fala que acompanhou inúmeros casos de homossexuais que se tornaram gays depois de ser abusados. “A homossexualidade é uma desorganização emocional e espiritual. Se a pessoa não perdoou o abuso, ela canaliza aquela raiva para a vingança e, inconscientemente, se torna um abusador também”.
Já as palavras de Malafaia foram contra os projetos anti-homofobia. “Cada um faz sexo com quem quiser. O que tenho é o direito de falar que isso é pecado, que é condenado por Deus e que a Bíblia diz que é uma perversão. Agora, o que esse pessoal quer não é o direito de fazer sexo – porque isso já fazem e não vão parar de fazer. Eles querem é colocar uma mordaça na nossa boca para nos proibir de falar qualquer coisa sobre eles”.
A íntegra desse texto está na edição nº 60 que está nas bancas, na internet apenas assinantes podem acessar o conteúdo.
Fonte: Gospel Prime

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Semeando Honra?

Por Ruy Cavalcante

Gostaria de fazer alguns comentários sobre uma doutrina apócrifa que vem ganhando bastante força no meio cristão ultimamente, especialmente na região norte do país, região onde me encontro. Trata-se dos princípios (ou leis) da semeadura e da honra.


Em respeito, não aos falsificadores do Evangelho, mas aos seus discípulos cegos, tentarei ser o mais impessoal possível em minha curta abordagem sobre o tema.


Ambos os princípios caminham juntos e possuem várias ramificações, porém dão destaque especial a questões de ordem financeira, geralmente (mas não somente) interligados ao que chamam de “primícias”. Meus comentários serão direcionados a estes pontos.


Resumidamente, afirmam que:


  • Através da semeadura você se conecta com o futuro;
  • O Senhor criou esse princípio para estabelecer a fidelidade e a fé;
  • Criou a oferta para estabelecer o princípio da honra. E estabeleceu a primícia como princípio de santidade.


Segundo afirma um de seus maiores defensores, os dízimos e ofertas são dados a Deus, para obtenção de prosperidade, mas as primícias são dadas ao líder espiritual (sacerdote) para estabelecer o princípio da honra. Através das primícias o discípulo honra o seu líder e ganha o respeito de Deus, uma vez que estão deixando o “sacerdote” liberado para cuidar das coisas de Deus, sem se preocupar com coisas “elementares”, como seu sustento e o de sua família.


O resultado disso? Enriquecimento dos líderes e uma busca desenfreada de se tornar líder também e ter o direito de ser honrado com “primícias”.

sábado, 27 de agosto de 2011

Produtor secular não poupa elogios ao falar de bandas evangélicas


Regis Tadeu, produtor musical e colunista do Yahoo, publicou nesta semana um artigo com o título "Quando religião vira música boa".
No texto, o produtor deixa claro que sua intenção não é falar sobre as diversas crenças, mas sobre a qualidade de alguns trabalhos.
Regis Tadeu diz que poderia falar sobre U2, Elvis Presley, Ray Charles, Johnny Cash, Aretha Franklin e o Al Green, que são alguns cantores que  tinham algumas mensagens religiosas nas canções, "mas os alvos aqui são aqueles que realmente construíram suas carreiras totalmente em cima de sólidos preceitos da crença de cada um", explicou. Confira abaixo os comentários que o produtor fez sobre Oficina G3, Kirk Franklin e P.O.D.:
OFICINA G3
Disparado, é a melhor banda cristã do Brasil e, por que não, da América Latina. Junto com outros grupos, como Fruto Sagrado, Resgate e Katsbarnea, foi um dos primeiros responsáveis por injetar na música cristã o peso do rock. No caso do Oficina G3 - liderado pelo extraordinário guitarrista/vocalista Juninho Afram -, este peso vem aumentando à medida que a banda lança seus discos, sendo que o auge foi atingido no CD Depois da Guerra, lançado em 2009 e produzido pelos dois maiores especialistas em som pesado de nosso País: Heros Trench e Marcelo Pompeu, o guitarrista e o vocalista do Korzus, respectivamente.
Sem usar de artifícios explícitos para mandar suas mensagens por intermédio de letras bem elaboradas, os caras ainda dão uma caprichada na agressiva moldura sônica influenciada pelo chamado "metal progressivo", como dá para sacar perceber em "Meus Próprios Meios" e "Muros".
KIRK FRANKLIN
Este excelente cantor, pregador e diretor de corais gospel tem uma interpretação sempre vibrante e uma habilidade rara em criar discursos religiosos por cima de bases dançantes que fazem o Prince parecer um batuqueiro de lataria de ônibus escolar.
Tente ficar parado vendo e ouvindo maravilhas como "Stomp" , "Revolution" e  "My Desire". Não dá...
P.O.D.
Tem muita gente que acha que os caras são uma "versão gospel" do Korn. Ledo engano. O caldeirão sonoro deste grupo cristão é muito mais variado, cabendo generosas doses de rap e heavy metal, música latina, reggae... É como se fosse um amálgama sonoro de Bad Brains, The Police, Rage Against the Machine e Bob Marley.
Não dá para ficar imune a belas canções como "Youth of the Nation", "Goodbye for Now" e "Southdown.

Por Juliana Simioni
com informações da coluna de Regis Tadeu
Fonte:
guiame.com.br

As estratégias evangelísticas de Paulo

Paulo foi o maior missionário da história da igreja. Investigar o conteúdo da sua mensagem e a relevância de seus métodos é um desafio para a igreja contemporânea. Na busca do crescimento da igreja, não precisamos recorrer às novas técnicas engendradas no laboratório do pragmatismo, mas devemos nos voltar ao exemplo daquele que foi o maior bandeirante do Cristianismo. Algumas estratégias de Paulo merecem destaque:
1. Paulo sempre buscou as sinagogas para alcançar os religiosos. Sempre que Paulo chegava em uma cidade, procurava ali uma sinagoga. Sabia que nesse ambiente religioso, judeus e pessoas tementes a Deus se reuniam para estudar a lei e orar. Seu propósito era argumentar com essa pessoas, a partir do Antigo Testamento, que o Jesus histórico é o Messias, o Salvador do mundo. Não podemos perder a oportunidade de pregar a Palavra nos templos, onde pessoas religiosas se reúnem, para expor a elas as Escrituras e por meio delas apresentar-lhes Jesus.
2. Paulo sempre aproveitou os lugares seculares para alcançar as pessoas não religiosas. Tanto em Corinto como em Éfeso, Paulo lançou mão desse recurso. Não podemos limitar o ensino da Palavra de Deus apenas aos locais religiosos. Em Corinto Paulo ensinou na casa de Tício Justo e em Éfeso, na escola de Tirano. Paulo ia ao encontro das pessoas, onde elas estavam. Era um evangelista que tinha cheiro de gente. Estava nas ruas, nas praças, nas escolas. Era um pregador fora dos portões. Ainda hoje podemos e devemos usar esses recursos. Podemos e devemos plantar igrejas, usando espaços neutros, como fábricas, escolas e hotéis. Muitas pessoas que, ainda hoje, encontram resistência para entrar num lugar religioso não oferecem qualquer resistência para ir a um lugar neutro.
3. Paulo sempre utilizou os lares como lugares estratégicos para a evangelização e o ensino. Paulo ensinava publicamente e também de casa em casa, testemunhando tanto a judeus como a gregos o arrependimento e a fé em Cristo Jesus. Paulo era um evangelista e um mestre. O lar sempre foi um lugar estratégico para o crescimento da igreja. Na igreja apostólica não havia templos. As igrejas se reuniam nas casas. E a partir desses núcleos, a igreja espalhou-se e multiplicou-se por todo o império romano. O lar deve ser uma embaixada do reino de Deus na terra, uma agência de evangelização e uma escola de discipulado.
4. Paulo sempre plantou igrejas em cidades estratégicas. Paulo foi um pregador fiel e relevante. Ele lia o texto e o povo. Conhecia as Escrituras e a cultura. Jamais mudou a mensagem, mas sempre buscou os melhores métodos para alcançar os melhores resultados. Por isso, fixou-se nas cidades mais importantes do império, porque estava convencido de que a partir dali, o evangelho poderia se espalhar para outros horizontes. Nas quatro províncias que Paulo plantou igrejas, as províncias da Galácia, Macedônia, Acaia e Ásia Menor, procurou sempre se estabelecer em lugares geográfica, econômica e religiosamente importantes, pois sabia que as igrejas nessas cidades tornar-se-iam multiplicadoras na evangelização mundial.
5. Paulo sempre acreditou no poder da verdade para convencer e converter os corações. Paulo pregou com lágrimas, mas sem deixar de usar seu cérebro. Por onde passou, dissertou sobre a verdade das Escrituras e persuadiu as pessoas a crerem em Cristo. Ele dirigiu-se à mente das pessoas e tocou-lhes o coração. Paulo rejeitou a sabedoria humana, mas não a sabedoria divina. Ele não confiou nos recursos da retórica, mas usou todos os argumentos lógicos e racionais, na dependência do Espírito, para alcançar as pessoas com o evangelho. Hoje, à semelhança de Paulo, precisamos de pregadores que conheçam a verdade; pregadores que ousem pregá-la com clareza, exatidão e poder.